sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Cogumelos


Há muito tempo tento descobrir o motivo do meu fascínio por cogumelos. Tudo começou quando eu ainda jogava “Super Mário World”, amava aquelas coisinhas ora verdes, ora vermelhas com bolinhas brancas que nunca me deixavam apanhá-las. Esse ano, conheci uma pessoa. No início, eu tinha medo, mas agora me acostumei (descobri que às vezes sou mais psicopata que ele). De quem mais eu estaria falando... claro que é do famoso THPNDBCC (Tiago Hippie...o resto é confidencial).
Na primeira semana de aula já descobrimos esse gosto em comum, viajamos na onda do mestre Ventania e nos empenhamos na busca pelo cogumelo azul:


Loco, loco, locomélo
"Mutcho" loco, locomélo
Loco, loco, locomélo
"Mutcho" loco, locomélo
Cogumelos de Zebu

Zebu morreu, ele se fudeu, cogumelo é meu
Zebu morreu, ele se fudeu, cogumelo é nosso
Mas eu não sou daqui
Sou de outro planeta
Gosto de cogumelos

Minha vida é estrada
Eu não ligo pra nada
Só quero cantar
Flutuar no universo
Ver o mundo de perto
Ver a terra girar


Muitas vezes penso como ele, mas não que eu seja de outro planeta, apenas vivo longe da Terra. Estou sempre pensando em coisas absurdas, fora do normal e até fui apelidada de “DOENTE”. Não me incomodo, acredito que estou no caminho da felicidade e não há nada melhor do que poder se expressar sem pensar no que os outros dirão depois.










Minha mania de desenhar cogumelos na parede, no caderno, na apostila me faz sentir como se tivesse tomado uma dose de chá de Psilocybe cubensis e confesso que é algo que tenho muita vontade de fazer.


Aqui está mais um pouquinho do que se passa na minha cabeça, espero que gostem.
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terça-feira, 2 de setembro de 2008

Cingapura


O colchão pão de queijo

Azul lata de sardinha

Minhocas no sofá do metrô

A calculadora está do meu lado.


Eu gosto de ovo frito

O CD é virgem

O pente janela do armário

Muleque piranha do passinho.




Sim queridos, isso é arte...meu poema vanguardista dadaísta...

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Pregos


Em madeiras onde há pregos, alguns se destacam e outros são apenas pregos. Somos dois excêntricos pregados nesta madeira podre. Porém, podemos e vamos descrever sobre os mais destacados.

Começaremos pelo mais espesso. Sempre cheio de “gracinhas”, acha-se superior, como se nunca houvesse sido martelado. Seu excesso de massa torna-o notável. Apesar de ter muita convicção em sua capacidade, ele sempre será um prego de madeira podre.

Há um prego torto. Porém, não é de Notre-Dame. Acha-se superior a todos (talvez realmente seja, pois sua corcunda notável destaca-a de certa forma desagradável). Mas é apenas um pobre prego de madeira poder.

O prego fino tem grandes sinais de anorexia, em qualquer lugar que for pregado, jamais ficará firme, sempre sobrará espaço. Um detalhe que não passa despercebido são suas regiões mofadas (neste caso não é enferrujada) por falta de cuidados e manutenção.

Prego parabólico, este é interessante. Apesar de “ser focado” sem suas ações, como ele mesmo disse, sempre está fora de sintonia. E quando martelado demonstra sua pobreza de espírito e emite um grunido caprino.

Outro notável é o prego da roça. Este é bem agressivo, não há delicadeza e nem simplicidade em seus atos. E contem um vocabulário vulgar e roceiro/caipira. Também um [ironia] espetacular [/ironia] contador de casos rurais.

Embora sejam apenas alguns pregos encontrados aqui, são os mais destacados por sua personalidade e aparência que julgamos trivial ou nada agradável. Porém, algum dia, eles terão de ser martelados. Ou ficarão por aqui mesmo, afinal, prego de madeira podre permanecerá na podridão.

Desculpe-nos. Mas estamos de saída. Queremos uma madeira nobre, e quanto a você?

Texto escrito por: Anna Carolina Vieira e Tiago Mendes

domingo, 24 de agosto de 2008

Uma revolta conformada


São 06:01 da manhã, o dia já está claro, estão todos dormindo e aqui estou.
Cheguei em casa a mais ou menos uma hora, não tive vontade de dormir, hoje posso dizer que terei um dia de “revoltada”.
Enquanto eu estava em Caputira (uma pequena cidade no interior de MG) “curtindo” um “sooper” show sertanejo, Tarja Turunen, aquela que sempre julguei como deusa, estava exibindo sua inigualável voz para alguns “sortudos”.
É triste saber que enquanto você ouve “Pega fogo cabaré, pode vir que eu to no ponto, só filé, só filé” ela está emitindo aquele som divino que jamais chegará aos seus ouvidos.
Ainda tenho uma semana para convencer um pai a me levar em Belo Horizonte, onde ela se apresentará no próximo dia 30, mas infelizmente ou felizmente, nessa data, estarei em Governador Valadares comemorando mais um ano de vida da minha avó Henriette.
Sim, estou decepcionada por saber que não existe nenhuma chance de poder assistir a esse extraordinário espetáculo de encantamento, mas por outro lado, é bom saber que minha avó está bem e ao nosso lado por mais um ano (e espero que continue aqui por muito mais anos).
Então, o que me resta é esperar ela voltar ao Brasil, torcer para que seja em uma boa época, não tão perto de um show do Nightwish como este ano, porque, Para pessoas que moram longe de capitais (como eu), é complicado se deslocar até elas duas vezes em menos de três meses.
Infelizmente, essa ficou para a próxima.

sábado, 23 de agosto de 2008

Abrindo o Baú


Olá,
Seja bem vindo ao meu blog.
Meu nome é Anna Carolina, no presente momento tenho 16 anos e passo pelo caos da adolescência.
É nesse espaço que vou procurar expor meus pensamentos, idéias, posicionamento, críticas, dúvidas e outras coisas que costumam atormentar a mente humana.

Dom com as palavras pode ser que eu não tenha, mas é sempre bom poder compartilhar interesses e saber as diferenças que nos rondam, afinal, como saberemos o que esperar do amanhã se continuarmos isolados?
A cada dia conheço pessoas novas completamente opostas a mim e percebo que este mundo em que vivo está muito distante da realidade dos fatos e a cada segundo que perco, deixo de aprender aquilo que será necessário saber algum dia.

Espero que aproveite todas as surpresas deste "Baú Negro de Maravilhas"